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Fotografar pressupõe fixar a realidade. Datá-la ou eternizá-la. A Fotografia portuguesa contemporânea é exemplo do amplo leque de temas, motivos e formatos que caracterizam esta arte, durante muito tempo e em certos meios, subalternizada.

É a de uma viagem através de imagens que correspondem a uma realidade sensorial ou imageticamente identificável. Constatar ou recordar através da imagem cristalizada em papel pela perspectiva do autor da fotografia, é realimentar a imaginação colectiva, identificando o conceito próprio e confrontando-o com o repto de artistas conceituados.

São representações ou vivências que, projectadas a preto e branco ou a cor, ilustram uma ainda contemporaneidade com espelhos, reflectindo uma peculiar maneira de olhar o mundo.

Helena Almeida, Alfredo Cunha, Joshua Benoliel , Eurico Lino do Vale, João Paulo Serafim e Paulo Nozolino, são os alguns dos protagonistas desta viagem sensorial.

Para quem se propõe viajar através das imagens, de autor em autor surgem-lhe, clarificados, instantes dentro desse espaço. Interpretados, os fragmentos devolvem ao tempo uma nova dimensão, de outro modo perdida na voragem da memória.

Para quem prefere sonhar a partir dos factos retratados, a cristalização dos eventos identificáveis através de alusões que intitulam o instante, devolve-lhe uma realidade cursiva: sujeitos e objectos múltiplos, conjugados, lado a lado, no plural.

Sem aparentes distorções na captação artística, ou retoques na fixação técnica, esta série de extraordinárias imagens com vida própria impõe-se ao olhar deixado vago pelo fotógrafo. A interpretação de quem dá livre curso ao pensamento por inspiração exclusiva de quem cria é tanto mais rica quanto mais discreto - dentro de uma lógica de indícios expressivos - conseguir ser o autor.

Helena Almeida

Alfredo Cunha

Eurico Lino do Vale

João Paulo Serafim

Paulo Nozolino

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