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  tela habitada  

Helena Almeida

No seio de uma sociedade e de uma cultura onde pesa um passa-do ancilosado, a obra de Helena Almeida é uma abertura à contemporaneidade. Partindo, como muitos outros artistas, duma prática da pintura na qual transitou com insofismável autoridade, ela enveredaria nos últimos cinco anos por novos meios de expressão que não têm, em Portugal e no estrangeiro, equivalentes possíveis.

No dia 25 de Abril p.p . Helena Almeida inaugurou na Galeria Bama (80, rue du Bac , em Paris) uma exposição de múltiplos chamada Negro agudo . Nessa mesma galeria que apresentou Joseph Beuys , figura dominante da arte alemã contemporânea, a portuguesa dá a conhecer nove trabalhos de 2m, 80 cada um, que constituem uma série de fotografias de 8 a 12 e outras de 4. Não são, como é hábito da autora, obras de arte no sentido habitual do termo, mas sim documentos (múltiplos de três exemplares) fotográficos sobre a sua própria actividade, a sua maneira de ser no mundo.

Desde que começou a utilizar a fotografia como meio, a partir do ano 1976, com Estudo para um enriquecimento interior, continuada por Tela habitada (1976), Pintura habitada (1977), Desenhos habitados (1978) e Ouve-me (1979), Helena Almeida tem percorrido uma investigação plástica tão rigorosa quanto original, multiplicando, em cada uma das suas abordagens visuais, a capacidade perceptual do homem numa dimensão nada frequente.

Poucos sabem que Helena Almeida recebeu prémios na Bienal Internacional de Cagnes-sur-Mer (1976), na Bienal Europeia de Gravura de Mulhouse (1978) e na XI Bienal de Tóquio (1979), e que tem sido convidada a participar em eventos de capital importância como «A Fotografia como Arte - A Arte como Fotografia», exposição renovada e itinerante pelo mundo, conhecida em Lisboa na Fundação Gulbenkian; na «Europa 79», em Stuttgart ; «Lis'79»; Bienal de S. Paulo; «CAYC» de Buenos Aires; Exposição Internacional de Desenhos, em Pécs , Hungria; e «Livres d'Art et Artistes », na Galeria Nicole Rousset Altounian , em Paris, inaugurada há poucos dias. Recentemente foi convidada para a II Trienal de Desenho Internacional de Wroclaw , Polónia.

Este prestigioso currículo omite muitas outras participações colectivas no País e no estrangeiro. Mas vale a pena sublinhar as mostras individuais realizadas em galerias de nomeada em Basileia, Bruxelas, Berna e Paris, às quais está estreitamente ligada. No entanto, aqui em Portugal ignora-se grande parte da sua obra e a artista ainda não tem o reconhecimento que merece.

 

Helena Almeida

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